BOTÂNICA
Por razões históricas, o acervo botânico do Inhotim é hoje melhor representado por grupos com valor paisagístico, mas apresenta uma boa representatividade filogenética. Ao todo, são mais de 4.700 acessos, representando 181 famílias botânicas, 953 gêneros e aproximadamente 4300 espécies de plantas vasculares. Tamanha diversidade faz do Inhotim um espaço único, tornando-o um excelente ambiente para a difusão de valores ambientais.
O Inhotim possui o que se acredita ser a maior coleção mundial de palmeiras, com cerca de 1500 espécies/híbridos/variedades, mais de 1800 acessos e um total de mais de 20000 indivíduos (entre plântulas e indivíduos adultos). Também expressiva é a coleção de Araceae, família que inclui de imbés a antúrios e copos-de-leite, com mais de 600 acessos, em cerca de 450 espécies. É a maior coleção viva dessa família no hemisfério sul. As orquídeas estão representadas por cerca de 420 acessos, em 334 espécies.
Viveiro Educador
O Viveiro Educador Inhotim abrange uma área de aproximadamente 25.000 m², voltada para a manutenção do acervo botânico, pesquisa científica, conservação e educação ambiental. Hoje esse acervo conta com mais de 4.800 espécies, distribuídas em 167 famílias botânicas, dentre as quais se destacam arecaceae (família das palmeiras), araceae (imbés, antúrios, copo-de-leite) e orchidaceae (orquídeas) Uma seleta porção dessa coleção está representada nos jardins do Viveiro Educador.
Por que Viveiro Educador?
O conceito desse espaço vai além do cultivo de espécies botânicas e pesquisa científica.
No Viveiro Educador, a informação e a prática contribuem para a construção do conhecimento, sensibilização ambiental e popularização da ciência, de forma lúdica e interativa.
O caminho, entre espécies de plantas do mundo todo, permite ao visitante o contato com experiências diferenciadas que envolvem o reino vegetal, seus diferentes grupos e formas variadas.
Flor-cadáver (Amorphophalus titanum)
No Viveiro Educador podem ser observadas extravagantes plantas carnívoras, diversas espécies de orquídeas, plantas medicinais e aromáticas, plantas aquáticas de exótica beleza, palmeiras de várias partes do mundo e uma diversidade espetacular de aráceas, como a excêntrica flor-cadáver (Amorphophalus titanum). Os jardins são desenhados por representantes selecionados do acervo botânico, que formam um conjunto heterogêneo, de elevada riqueza vegetal e de interesse científico, educativo ou conservacionista. Uma interessante coleção de plantas jurássicas exemplifica os grupos que dominavam a Terra no período Jurássico, compreendido aproximadamente entre 206 a 144 milhões de anos. Grupos de plantas que coexistiam com os dinossauros são representados pelas cicas, ginkgos, coníferas e samambaias, encontrados nesse jardim. Destaca-se ainda na coleção disposta paisagisticamente na área aberta do Viveiro Educador, espécies como a árvore-mastro (Polyalthia longifolia), nativa da Índia; a sumaúma (Ceiba pentandra), árvore típica da Amazônia; a oliveira (Olea europaea); a teca da índia (Tectona grandis) e diversas palmeiras, como a espetacular Tahinia spectabilis.
Estufa Equatorial
A Estufa Equatorial é um ambiente com condições de temperatura e umidade controladas, o que possibilita o cultivo de certas espécies tropicais que não sobreviveriam ao clima desta região ao longo do ano. A temperatura dentro da Estufa Equatorial é estabilizada em torno de 28-32 °C e a umidade em 60-90 %. Nesse espaço são cultivadas principalmente espécies das famílias Araceae, Arecaceae, Piperaceae, Poaceae, Heliconiaceae, Costaceae, Marantaceae e Gesneriaceae.
Bosque da Juçara
O Bosque da Juçara recria um ambiente de Mata Atlântica, disposto entre árvores remanescentes da vegetação original e ornamentado essencialmente por espécies nativas desse bioma. Nesse espaço destacam-se o palmito-juçara (Euterpe edulis) e o jacarandá-da-Bahia (Dalbergia nigra) espécies características da Mata Atlântica e ameaçadas de extinção, e diversas pteridófitas, cactáceas, pequenos bambus e aráceas. No Bosque da Juçara, a sombra, a temperatura amena e a umidade elevada, típicas das florestas da Mata Atlântica, tornam esse ambiente agradável e contemplativo.